plussize-saiaskater-juliaplus-verao2015As mulheres da minha família, independentemente do peso que possuem, têm braços roliços. Comecei observando o exemplo mais próximo que tenho em casa: minha mãe. Considerada magra, com seus 65 quilos, mas com braços que entalam frequentemente em camisas. Eu, antes de prestar atenção nessa peculiaridade hereditária, vivia me questionando sobre o porquê de ter recebido a graça do braço gordo (não que eu não seja gorda por inteiro, é que o braço, realmente, sobressai).

O lado bom de se ter uma parte do corpo que julgamos não ser bonita, e isso acontece com a maioria de nós, é que a gente acaba estudando ela no nosso e no corpo dos outros também. Vai dizer que você nunca analisou o corpo ou as roupas, ou ainda um corpo em determinada roupa, de alguém no ônibus ou na fila do banco? O meu aprendizado de anos observando braços foi concluído há pouco tempo e ele diz que nem sempre quem tem bração é gordo e nem sempre quem tem bracinho é magro. 

E aí, passamos uma vida inteira nos olhando no espelho e sofrendo com o nosso próprio julgamento e alheio também. No meu caso, além disso, querendo cobrir com mangas o que todo mundo sabe o que existe por baixo delas. Pra que, né? A gente acaba perdendo tempo deixando de ser o que a gente é e o que a gente tem de mais bonito. E o que nós somos é muito mais do que um braço, uma bunda, uma perna ou uma barriga. É lógico que eu ainda gosto de usar mangas, mas estou lutando para que elas sejam apenas uma parte da minha roupa e deixem de ser uma prisão para o meu corpo.

No dia que fiz as fotos, levei um cardigã e não vesti porque me senti linda e muito bem como estava. A camiseta, da coleção verão Julia Plus, tem estampa geométrica e alças largas, ideal pra quem não pode dispensar o sutiã. A saia skater e os óculos são antigos e eu comprei na Asos, loja gringa onde dá pra conseguir tendências em primeira mão para corpos GG. A sandália é Lilly’s Closet, confortável mesmo sendo de salto. Desejo que o look de hoje sirva para inspirar vocês a usarem menos mangas. E se ficarem com receio, lembrem-se do meu grito de guerra, adaptado de um funk antigo: Liberdade para todos os bracinhos, DJ!

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